segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

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sábado, 7 de novembro de 2009

O VEGANISMO E A EVOLUÇÃO DA ÉTICA


Donald Watson, o fundador da Vegan Society


O veganismo inclui uma atitude ética em relação a todos os seres sencientes e ao planeta no qual vivemos. Sem dúvida, essa forma de pensar e viver representa uma ruptura com a visão antropocêntrica que tanto religião quanto sistemas políticos seculares têm fomentado ao longo da história. Porém, um número cada vez maior de pessoas está enxergando que nós não podemos continuar “fazendo tudo o que queremos”, como um gigante destruindo um planeta cada vez menor. Embora possa parecer difícil evitar produtos de origem animal, o fato é que a maioria da comida é derivada de plantas. Com um pouco de imaginação e dedicação, o veganismo se torna parte integral do nosso modo de viver em muito pouco tempo.

O termo original vegan (que foi aportuguesado para vegano e vegana) foi criado por Donald Watson em 1944 quando ele fundou na Inglaterra a Vegan Society, ainda hoje a principal referência do veganismo. Donald foi um pioneiro no sentido puro da palavra e levou uma vida saudável até sua morte em 2005 aos 95 anos de idade. Segundo informação no website da Vegan Society, desde 1909 havia um debate sobre a ética de se consumir produtos derivados do leite dentro do movimento vegetariano, do qual Donald fazia parte. Isso o levou, junto com Elsie Shrigley, a concluir que seria desejável coordenar vegetarianos que não consumiam laticínios, apesar da oposição que lhes foi posta pelo próprio movimento vegetariano.

O primeiro encontro aconteceu em Londres numa tarde ensolarada de novembro. Naquele dia, seis vegetarianos ‘sem laticínio’ que compartilhavam uma forma de pensar decidiram formar uma nova sociedade. O novo termo surgiu da primeira e última sílaba da palavra VEGetariAN. Em 1962 foi fundada a Vegan Magazine (Revista Vegana), e desde então a Vegan Society vem ajudando milhares e milhares de pessoas a abandonar produtos animais e adotar uma postura mais compassiva em relação aos não humanos, o meio ambiente e sua própria saúde.

Apesar de os veganos (ainda) serem minoria no mundo atual, o veganismo é um termo reconhecido em toda parte e o mercado de produtos veganos cresce cada vez mais.

Como a Vegan Society diz, um dia o uso de produtos animais (carne, laticínios, ovos, couro, lã, seda, peles etc.) e o uso de animais em experimentos, entretenimento, trabalhos forçados etc. serão vistos como uma mancha vergonhosa no passado da humanidade, da mesma forma que hoje nos horrorizamos quando pensamos na escravidão humana e nas caças às bruxas.

O veganismo é parte de uma evolução ética e embora ainda existam obstáculos colossais que devem ser superados até que ele se torne a norma, um dia – e quem sabe antes do que esperamos – isso acontecerá. Todos podemos ajudar a fazer isso acontecer. Basta tomar uma decisão simples mas cujo impacto é muito maior e muito mais positivo do que talvez consigamos enxergar a olho nu.

Fonte:www.anda.jor.br

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O QUE É VEGANISMO?


Veganismo é uma filosofia e um estilo de vida baseados no respeito aos outros animais. Veganos entendem que criaturas sencientes tem seus próprios interesses, entre os quais o principal e mais óbvio deles: continuarem vivos.

Por esse motivo, os veganos buscam abolir o consumo de
quaisquer produtos de origem animal, sejam eles alimentares ou não. Veganos são, por definição, vegetarianos, ou seja, não consomem nenhum tipo de produto de origem animal em sua alimentação (carnes bovina, suína, de aves, de peixes, de invertebrados, ovos, leite e derivados, mel, gelatina, etc.).

Veganos também buscam não utilizar produtos que tenham sido testados em animais ou produzidos utilizando-se ingredientes ou processos produtivos que envolvam animais, o que se estende ao vestuário (restrição ao uso de couro, peles, lã, seda, etc.), ao entretenimento (restrição aos circos com animais, rodeios, zoológicos, rinhas, farras-do-boi, vaquejadas, etc.) e ao uso de
animais em rituais religiosos.

Os fundamentos do veganismo são basicamente éticos: o reconhecimento de que
animais possuem o direito à vida e ao bem-estar, e que não temos o direito de explorá-los de forma alguma. Veganos também se preocupam com o meio ambiente e divulgam ativamente as consequências da pecuária para o processo de devastação de florestas, a poluição do solo, das águas, o efeito estufa e outros impactos que atingem animais humanos e não-humanos.

Veganos também estão, frequentemente, envolvidos com a causa
animal, pois acreditam que apenas se abster de lhes causar mal não é suficiente, que se faz necessário lutar por seus direitos.

O dia 1º de Novembro é marcado pelo Dia Mundial Vegano ("World Vegan Day", em inglês), que é comemorado desde 1994, quando a Vegan Society da Inglaterra comemorou 50 anos de criação.

"O veganismo é aquilo que cada um de nós pode fazer já. O veganismo não é uma mera questão de dieta; é um compromisso moral e político com a abolição da exploração animal no nível individual.” (Gary Francione)

sábado, 31 de outubro de 2009

1º de NOVEMBRO: DIA MUNDIAL VEGANO

VEGANISMO:
UMA FILOSOFIA DE VIDA GUIADA PELA ÉTICA E PELO RESPEITO À VIDA!




NÃO QUEREMOS JAULAS MAIORES! QUEREMOS JAULAS VAZIAS!
GO VEGAN!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Defenda os animais domésticos dizendo NÃO ao projeto de lei!


Segundo a Lei de Crimes Ambientais, é crime praticar ato de violência contra qualquer animal. Porém, tramita no Congresso Nacional um Projeto de Lei (PL 4.548/98) que visa acabar com essa proteção para os animais domésticos.

A intenção do Projeto de Lei é alterar o art. 32 da Lei de Crimes Ambientais, retirando a expressão “domésticos e domesticados” e, assim, descriminalizar atos de abuso e maus-tratos contra esses animais.

Essa alteração significaria um enorme retrocesso na história da proteção animal no Brasil, ao tornar ainda mais branda a legislação animal vigente, favorecendo a impunidade.

Os inúmeros casos de maus-tratos que se repetem diariamente no país deixariam de ser crime. O combate às condenáveis rinhas de cães e galos, por exemplo, seria dificultado ao extremo.

Você faria algo bem simples para ajudar os animais domésticos no Brasil?

O momento é delicado, sendo de fundamental importância que todos aqueles que se importam com os animais se manifestem. Lembre-se que a opinião popular é essencial para a aprovação ou rejeição de leis.

A WSPA Brasil elaborou uma carta online a ser enviada aos deputados federais, pedindo que NÃO APROVEM o Projeto de Lei 4.548/98, que modifica o art.32.

É MUITO importante que todos leiam e assinem!
Por favor, vamos ajudar a acabar com esse absurdo!
Assinem e divulguem, é apenas um minuto.

O link é:
http://e-activist.com/ea-campaign/clientcampaign.do?ea.client.id=101&ea.campaign.id=4207&

domingo, 4 de outubro de 2009

DIA MUNDIAL DOS ANIMAIS - 4 DE OUTUBRO

"A verdadeira bondade humana só pode se manifestar com toda a pureza, com toda a liberdade, em relação àqueles que não representam nenhuma força. O verdadeiro teste moral da humanidade (o mais radical, num nível tão profundo que escapa ao nosso olhar) são as relações com aqueles que estão à nossa mercê: os animais. É aí que se produz o maior desvio humano, derrota fundamental da qual decorrem todas as outras." (Milan Kundera)


sábado, 3 de outubro de 2009

Os animais e seus humanos


Qual a diferença entre seu hambúrguer e seu cachorro? Aliviar a dor de uma cobaia que em breve terá ácido jogado em seus olhos, torna o procedimento justificável? Os especialistas ouvidos pela edição de hoje do Caderno G Ideias discutem o que faz com que os animais tenham direitos, os limites da intervenção humana e os efeitos que colhemos com nossa relação pouco saudável com os animais. São estudiosos que dedicam sua vida a criar novas fronteiras na filosofia e na ética, tirando do homem o centro gerador dos valores e focando na vida, entendendo o ser humano apenas como mais um animal neste imenso bioma chamado Terra.

De uma cultura que se restringia a pequenos rebanhos de ovelhas cuidadas por pastores nômades, há cerca de 10 mil anos, evoluímos para fazendas-indústria, onde animais crescem confinados, em tempo recorde, alimentados com hormônios e sem se movimentar.

Um olhar sobre as crueldades denunciadas nos abatedouros, circos, laboratórios e na indústria de peles, revela que algo pa­­re­­ce ter dado errado na relação dos ho­­mens com os animais.


Uma concepção biocentrista de um (nem tão) novo movimento propõe repensar os caminhos que nos levaram a entender a vida de animais como produtos passíveis de compra e descarte

A partir da década de 1970, uma corrente filosófica começou a se desenvolver para pensar uma nova ética para a questão, principalmente após o lançamento do livro Libertação Animal (Ed. Lu­­gano), de Peter Singer, em 1975, que estabeleceu conceitos para o movimento homônimo.

Esta luta se expandiria contestando os argumentos da indústria e da própria ciência, considerando todos os seres como sujeitos e não mais como produto, pressionando governos e empresas a mudarem suas posturas e definindo um novo paradigma no tratamento para com os animais.

Senciência
Segundo um dos maiores especialistas em Bioética do mundo, o escritor e filósofo Tom Regan, em seu livro Jaulas Vazias (Ed. Lugano), afirma que o que faz com que os animais tenham direitos são os mesmos motivos que fazem com que bebês ou pessoas com limitações físicas ou intelectuais os tenham.

Apesar de não fazerem uso da mesma linguagem e não terem o mesmo entendimento de mundo que a sociedade que os cerca, têm consciência do que está à sua volta e se importam com o que acontece a eles, quer os outros se importem ou não.

Esse conceito, definido pelo filósofo como “sujeitos-de-uma-vida”, é o que faz com que animais tenham direitos: sua senciência, a consciência de si mesmo e de estar no mundo, além do instinto de preservação de sua integridade.

De acordo com a especialista em Bioética Sônia Felipe, da Uni­­versidade Federal de Santa Cata­rina (UFSC), estar vivo e ter a no­­ção de si no ambiente não é prerrogativa dos humanos e considerar esse fato nas sociedades animais eleva a dignidade humana. “A mesma lógica que aplicarmos contra os interesses dos animais pode ser empregada contra nós, porque, quer queiramos ou não, somos animais. Quando pensamos que eles têm um estatuto moral próprio, pensamos que nossa condição também o tem. Assim, ao invés de nos rebaixarmos, dignificamos nossa estatura moral.”, afirma.


A lei é a lei
O artigo 32 da Constituição Brasileira protege animais de abusos que ponham em risco sua integridade física e psicológica. Poucos países trazem no texto constitucional a garantia do bem estar dos animais.

O escritor Laerte Levai, promotor de Justiça de São José dos Campos e especialista em Bioética pela Universidade de São Paulo, defende uma posição crítica em relação à não-aplicação das leis contra maus-tratos aos animais de produção.

Segundo ele, a relação homem/animal tem sido marcada pelo estigma do domínio e da servidão, dentro do qual as espécies não-humanas são desconsideradas em sua dignidade.

“A legislação, por melhor que seja, nunca será suficiente para a mudança de mentalidades. Isso porque o direito envolve coerção, enquanto a sensibilidade humana vem da educação”, ressalta.

Seu cachorro e sua comida


Em O Dilema do Onívoro (Ed. Intrínseca), o jornalista estadunidense Michael Pollan diz que, quanto maior a distância das duas pontas da cadeia alimentar humana – o solo e a prateleira (dos supermercados, açougues e afins) – mais ignorantes somos em relação ao que comemos.

Esse é o paradigma que explica, segundo Sônia Felipe, porque gostamos de nossos cães e gatos, mas não estabelecemos a mesma empatia com relação a bois e peixes.

“Os animais usados como comida são desconhecidos da mente humana, especialmente a formatada nos centros urbanos. Mas as pessoas que têm animais em sua companhia, acompanham a agonia e as alegrias desse animal no cotidiano. Feito isso, já não suportam a ideia de infligir a esse animal qualquer tipo de dano, dor ou sofrimento”, diz.


Para a professora, esse processo alienatório extingue a culpa do consumo, pela diferenciação de que uma espécie tem mais valor do que outra, levando em conta sua utilidade ao ego humano. “ Abraçar um tipo de animal e passar a faca no pedaço de carne de outro no seu prato, torna-se algo natural. Há uma distância enorme entre o que a mente produz, ao elaborar a percepção do animal como um ser vivo senciente, que precisa receber proteção e cuidados, e a percepção da carne, alimento propagado como bom e necessário para o organismo humano”, opina.

Fonte: Gazeta do Povo