domingo, 25 de abril de 2010

Dia Internacional de Combate à Vivissecção


Hoje, 25/04 é o Dia Internacional de Combate à Vivissecção.
Leiam abaixo este excelente artigo da bióloga Sônia Felipe, um dos mais reconhecidos nomes dos direitos animais no Brasil.



"80% dos artigos publicados em revista especializada são citados no máximo uma vez em outros veículos, e 50% dos artigos vivisseccionistas jamais são citados, seja na mesma, seja em outras revistas."


Cientistas e pesquisadores que investigam as doenças que afligem humanos são treinados em centros de pesquisa na prática criminosa da vivissecção, proibida pela Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, quando há métodos substitutivos. Em muitos casos, a vivissecção é o único método no qual a inteligência científica recebe treinamento.

Nos últimos quarenta anos, a pesquisa biomédica centrou esforços em experimentos com “modelos” obtidos às custas do sofrimento e morte de animais não-humanos, usados para espelhar as doenças produzidas num ambiente físico e mental humano. Entre essas estão o câncer, os acidentes vasculares, a hipertensão, a hipercolesterolemia, o diabetes, a esclerose múltipla, as degenerações neurológicas conhecidas por mal de Parkinson e mal de Alzheimer, a “depressão” e outras formas de sofrimento psíquico. Ratos, camundongos, cães, símios, cavalos, porcos e aves são comercializados no mercado vivisseccionista.

Só para dar um exemplo: Calcula-se que sejam 2, 6 milhões de humanos sofrendo de esclerose múltipla ao redor do planeta. Os medicamentos obtidos a partir da vivissecção de roedores fracassaram. Cientistas reconheceram que a causa da doença é “ambiental”, contribuindo para ela diferentes genes, não apenas um. Os medicamentos disponíveis hoje, de origem microbiana, não resultaram da vivissecção, e sim da codificação da estrutura físico-química deles (Greek & Greek, Specious Science).

Não sendo aquelas doenças de origem genética nem hereditária, qual seria o propósito científico em se insistir na arquitetura do modelo animal para buscar a cura delas?

Talvez se possa saber a resposta, olhando para os interesses financeiros (reais “benefícios humanos”?), em jogo na base, em volta e por detrás da atividade vivisseccionista acadêmica e dos negócios que ela encobre. Consultando-se a tabela de preços das empresas que fornecem camundongos geneticamente modificados para pesquisas vivisseccionistas, por exemplo, começamos a ter uma idéia do que se esconde por detrás do argumento do “benefício humano”, que os vivisseccionistas defensores da legalização desta prática anti-ética usam como escudo para protegerem-se das críticas abolicionistas.

A pesquisa com animais vivos “beneficia interesses humanos”: o preço de um camundongo geneticamente modificado, para citar apenas uma espécie usada na vivissecção, pode variar de U$ 100,00 a U$ 15.000,00 dólares a unidade. Os utensílios para o devido manejo de um animal desses não são oferecidos por preços camaradas.

Um aparelho para matar, de forma “humanitária”, animais usados na pesquisa, desativando-lhes as enzimas cerebrais, custa algo em torno de U$ 70.000,00 a unidade. Aparelhos para conter ratos, cães, gatos e macacos, podem custar entre U$ 4.500,00 a U$ 8.500,00 a unidade. Os “produtores” de animais também são parte desta cadeia que forma a “dependência da ciência em relação à vivisseccção”, sem a qual ela não pode sobreviver hoje, e à qual a vida e a saúde humana estão algemadas.

Em 1999, relatam Greek & Greek, a venda de camundongos nos Estados Unidos alcançou 200 milhões de dólares. A de outros animais chegou a 140 milhões de dólares. Mas, os “benefícios humanos” aos quais os vivisseccionistas se referem em sua defesa pública da regulamentação da vivissecção no Brasil, não se restringem apenas ao que os empresários produtores de animais e fabricantes de aparelhos para contê-los nos biotérios e laboratórios faturam. Também os editores das revistas, jornais e livros são parte desta comunidade humana “beneficiada” pela vivissecção.

E, finalmente, o benefício humano mais espetacular está no faturamento da indústria química e farmacêutica, uma cadeia de negócios ao qual estão atreladas todas as farmácias ao redor do planeta e todas as pessoas que compram medicamentos alopáticos na esperança de cura ou alívio de seus males, e alimentos processados, cujos componentes levaram os animais a sofrerem o Draize Test e o LD 50.

Mas, quando os vivisseccionistas publicam artigos defendendo a legalização de sua prática anti-ética, a de matar animais para inventar modelos que possam espelhar doenças humanas, mesmo sabendo que cada organismo tem sua própria realidade ambiental e não existe um meio que possa curar uma mesma doença em todos os indivíduos, pois cada um a desenvolve de modo peculiar, os “benefícios contábeis” e os “benefícios acadêmicos” acumulados em todos os elos dessa cadeia vivisseccionista são escondidos do leitor.

Ninguém publica, no Brasil, um relato minucioso do montante destinado pelas agências financiadoras à pesquisa vivisseccionista. Por isso, não temos conhecimento dos custos do fracasso vivisseccionista (AIDS, câncer, Parkinson, Alzheimer, esclerose múltipla, diabetes, colesterolemia, doenças ambientais, muito mais do que genéticas).

A pesquisa com animais levou a indústria farmacêutica ao apogeu nos últimos vinte anos. Não casualmente, nestes últimos vinte anos, multiplicaram-se as mortes por insuficiência circulatória, hipertensão, diabetes, câncer, síndromes neurológicas degenerativas, cirrose hepática e infecções. O componente ambiental dos males humanos não pode ser espelhado em organismo de ratos e camundongos.

Ao mesmo tempo, vivisseccionistas insistem em defender a lei que legalizará sua prática, dando a entender ao público leigo que a vivissecção é a “saída” para a cura dos males humanos. Seus artigos “científicos” não produzem efeito, nem sobre seus pares vivisseccionistas. Como poderiam produzir efeitos sobre a saúde humana? 80% dos artigos publicados em revista especializada são citados no máximo uma vez em outros veículos, e 50% dos artigos vivisseccionistas jamais são citados, seja na mesma, seja em outras revistas (Greek &Greek).

Os milhões de animais mortos para que tais artigos sejam publicados e para que seus autores os contabilizem em sua produtividade acadêmica, tiveram suas vidas destruídas para nenhum outro “benefício humano”, a não ser dar a seus autores o título de mestre e doutor, ou a concessão de bolsas de produtividade.

São esses os reais “benefícios humanos” da prática vivisseccionista, dos quais ninguém pode abrir mão?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Fique de olho nos cosméticos do bem!


A exigência dos consumidores por cosméticos não testados em animais é tendência mundial. Juliana Ferreira, responsável pelo blog “Cruelty-Free Make-Up” - http://crueltyfreemakeup.wordpress.com/ - divulga em sua página apenas maquiagens do bem. “Há alguns anos era raríssimo encontrá-los no Brasil”, diz ela sobre os produtos chamados “cruelty free” – em tradução livre, “sem crueldade”.

Algumas empresas brasileiras acompanham a demanda por produtos do bem. A Impala, por exemplo, se orgulha de jamais ter realizado testes em animais. “Essa atitude demonstra a consciência e respeito com a natureza muito antes dessa onda de biopreservação”, diz Victor Augusto, coordenador de produtos.

Roseli Vaz, diretora da Sparkkli Home SPA, defende a causa: “Um animal não tem como dizer se está sentindo dor ou algum outro incomodo, e hoje existem muito avanços nas pesquisas e outros meios para testar os produtos.”

Apesar disso algumas empresas ainda praticam testes em animais. Para Thales Tréz, biólogo e co-autor do livro “A Verdadeira Face da Experimentação Animal”, isso acontece por que, além da tradição e comodismo, as empresas ainda não sentiram no bolso a pressão de um consumo responsável. Em contrapartida, a defesa dessas empresas é que os testes servem para diminuir os riscos de reações adversas antes que os produtos cheguem às prateleiras. Neste caso, Thales é enfático em salientar que a justificativa é obsoleta. “A Associação Européia de Cosméticos (COLIPA), juntamente com a União Européia, lançou um edital conjunto, no valor de 50 milhões de euros, para o desenvolvimento de métodos alternativos à experimentação animal, como por exemplo, a cultura de pele humana”, alerta.

Thales alerta para a crueldade que envolve os animais. “No teste de irritação ocular, por exemplo, substâncias concentradas do produto que se quer testar – como um xampu – são pingadas nos olhos dos coelhos para estimar a irritação. Isso costuma provocar ulcerações bastante sérias nos olhos dos animais”, explica.

Fique de olho!
Em alguns países é possível verificar se um cosmético é testado ou não em animais observando um selo “cruelty free” no rótulo, concedido pelo PETA – Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais. Já no Brasil, poucas marcas carimbam a marca em suas embalagens. “O melhor é se informar antes, mandando emails, checando o site da empresa ou blogs”, indica Juliana.

O Instituto Nina Rosa, organização independente que promove conhecimento sobre defesa animal e vegetarianismo, indica em seu site algumas perguntas que você mesmo pode fazer para saber se as empresas testam ou não seus produtos em animais.

Outras empresas que não fazem teste em animais: Surya, Florestas, Ecology, Mundo Est, Welleda, Éh, Avon, Natura, O Boticário, Adcos, Bio Extratus, Contém 1g, Embelleze, Farmaervas, Granado, Nazca, OX e Racco. Pesquise mais marcas “cruelty free” no site do PEA. - http://www.pea.org.br/crueldade/testes/naotestam.htm

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Votos para 2010






sábado, 7 de novembro de 2009

O VEGANISMO E A EVOLUÇÃO DA ÉTICA


Donald Watson, o fundador da Vegan Society


O veganismo inclui uma atitude ética em relação a todos os seres sencientes e ao planeta no qual vivemos. Sem dúvida, essa forma de pensar e viver representa uma ruptura com a visão antropocêntrica que tanto religião quanto sistemas políticos seculares têm fomentado ao longo da história. Porém, um número cada vez maior de pessoas está enxergando que nós não podemos continuar “fazendo tudo o que queremos”, como um gigante destruindo um planeta cada vez menor. Embora possa parecer difícil evitar produtos de origem animal, o fato é que a maioria da comida é derivada de plantas. Com um pouco de imaginação e dedicação, o veganismo se torna parte integral do nosso modo de viver em muito pouco tempo.

O termo original vegan (que foi aportuguesado para vegano e vegana) foi criado por Donald Watson em 1944 quando ele fundou na Inglaterra a Vegan Society, ainda hoje a principal referência do veganismo. Donald foi um pioneiro no sentido puro da palavra e levou uma vida saudável até sua morte em 2005 aos 95 anos de idade. Segundo informação no website da Vegan Society, desde 1909 havia um debate sobre a ética de se consumir produtos derivados do leite dentro do movimento vegetariano, do qual Donald fazia parte. Isso o levou, junto com Elsie Shrigley, a concluir que seria desejável coordenar vegetarianos que não consumiam laticínios, apesar da oposição que lhes foi posta pelo próprio movimento vegetariano.

O primeiro encontro aconteceu em Londres numa tarde ensolarada de novembro. Naquele dia, seis vegetarianos ‘sem laticínio’ que compartilhavam uma forma de pensar decidiram formar uma nova sociedade. O novo termo surgiu da primeira e última sílaba da palavra VEGetariAN. Em 1962 foi fundada a Vegan Magazine (Revista Vegana), e desde então a Vegan Society vem ajudando milhares e milhares de pessoas a abandonar produtos animais e adotar uma postura mais compassiva em relação aos não humanos, o meio ambiente e sua própria saúde.

Apesar de os veganos (ainda) serem minoria no mundo atual, o veganismo é um termo reconhecido em toda parte e o mercado de produtos veganos cresce cada vez mais.

Como a Vegan Society diz, um dia o uso de produtos animais (carne, laticínios, ovos, couro, lã, seda, peles etc.) e o uso de animais em experimentos, entretenimento, trabalhos forçados etc. serão vistos como uma mancha vergonhosa no passado da humanidade, da mesma forma que hoje nos horrorizamos quando pensamos na escravidão humana e nas caças às bruxas.

O veganismo é parte de uma evolução ética e embora ainda existam obstáculos colossais que devem ser superados até que ele se torne a norma, um dia – e quem sabe antes do que esperamos – isso acontecerá. Todos podemos ajudar a fazer isso acontecer. Basta tomar uma decisão simples mas cujo impacto é muito maior e muito mais positivo do que talvez consigamos enxergar a olho nu.

Fonte:www.anda.jor.br

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O QUE É VEGANISMO?


Veganismo é uma filosofia e um estilo de vida baseados no respeito aos outros animais. Veganos entendem que criaturas sencientes tem seus próprios interesses, entre os quais o principal e mais óbvio deles: continuarem vivos.

Por esse motivo, os veganos buscam abolir o consumo de
quaisquer produtos de origem animal, sejam eles alimentares ou não. Veganos são, por definição, vegetarianos, ou seja, não consomem nenhum tipo de produto de origem animal em sua alimentação (carnes bovina, suína, de aves, de peixes, de invertebrados, ovos, leite e derivados, mel, gelatina, etc.).

Veganos também buscam não utilizar produtos que tenham sido testados em animais ou produzidos utilizando-se ingredientes ou processos produtivos que envolvam animais, o que se estende ao vestuário (restrição ao uso de couro, peles, lã, seda, etc.), ao entretenimento (restrição aos circos com animais, rodeios, zoológicos, rinhas, farras-do-boi, vaquejadas, etc.) e ao uso de
animais em rituais religiosos.

Os fundamentos do veganismo são basicamente éticos: o reconhecimento de que
animais possuem o direito à vida e ao bem-estar, e que não temos o direito de explorá-los de forma alguma. Veganos também se preocupam com o meio ambiente e divulgam ativamente as consequências da pecuária para o processo de devastação de florestas, a poluição do solo, das águas, o efeito estufa e outros impactos que atingem animais humanos e não-humanos.

Veganos também estão, frequentemente, envolvidos com a causa
animal, pois acreditam que apenas se abster de lhes causar mal não é suficiente, que se faz necessário lutar por seus direitos.

O dia 1º de Novembro é marcado pelo Dia Mundial Vegano ("World Vegan Day", em inglês), que é comemorado desde 1994, quando a Vegan Society da Inglaterra comemorou 50 anos de criação.

"O veganismo é aquilo que cada um de nós pode fazer já. O veganismo não é uma mera questão de dieta; é um compromisso moral e político com a abolição da exploração animal no nível individual.” (Gary Francione)

sábado, 31 de outubro de 2009

1º de NOVEMBRO: DIA MUNDIAL VEGANO

VEGANISMO:
UMA FILOSOFIA DE VIDA GUIADA PELA ÉTICA E PELO RESPEITO À VIDA!




NÃO QUEREMOS JAULAS MAIORES! QUEREMOS JAULAS VAZIAS!
GO VEGAN!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Defenda os animais domésticos dizendo NÃO ao projeto de lei!


Segundo a Lei de Crimes Ambientais, é crime praticar ato de violência contra qualquer animal. Porém, tramita no Congresso Nacional um Projeto de Lei (PL 4.548/98) que visa acabar com essa proteção para os animais domésticos.

A intenção do Projeto de Lei é alterar o art. 32 da Lei de Crimes Ambientais, retirando a expressão “domésticos e domesticados” e, assim, descriminalizar atos de abuso e maus-tratos contra esses animais.

Essa alteração significaria um enorme retrocesso na história da proteção animal no Brasil, ao tornar ainda mais branda a legislação animal vigente, favorecendo a impunidade.

Os inúmeros casos de maus-tratos que se repetem diariamente no país deixariam de ser crime. O combate às condenáveis rinhas de cães e galos, por exemplo, seria dificultado ao extremo.

Você faria algo bem simples para ajudar os animais domésticos no Brasil?

O momento é delicado, sendo de fundamental importância que todos aqueles que se importam com os animais se manifestem. Lembre-se que a opinião popular é essencial para a aprovação ou rejeição de leis.

A WSPA Brasil elaborou uma carta online a ser enviada aos deputados federais, pedindo que NÃO APROVEM o Projeto de Lei 4.548/98, que modifica o art.32.

É MUITO importante que todos leiam e assinem!
Por favor, vamos ajudar a acabar com esse absurdo!
Assinem e divulguem, é apenas um minuto.

O link é:
http://e-activist.com/ea-campaign/clientcampaign.do?ea.client.id=101&ea.campaign.id=4207&